Cidade sonâmbula
Onde moram
Os que dormem acordados
E o que a dormir acordam
Andam mortos vivos
Pela rua da eternidade
Diambulando num pensamento sem fim
Sem princípios de infelicidade
Conhecem o desconhecido
A incógnita fascina-os
Mas vivem a preto e branco
Num mundo pré-concebido
A lua prateada
Não passa de uma bola de espelhos
A estrela dourada
Nada mais é que uma vela acesa
São eles os despojados da sua filosofia
Os restos de uma otra civilização
Somos nós estes sonâmbulos
Sobrevivendo dia após dia...
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